domingo, março 7

A manipulação que vivemos.

Já percebeu como sempre existe alguém dizendo que o que você faz está errado. Como se acreditar em si e nos próprios sonhos fosse arriscado de mais? O difícil mesmo é encontrar alguém que lhe apóie e diga que tu esta certo. Sempre querem nos manipular, a família por sempre achar que somos novos, a Sociedade porque somos loucos, os amigos porque para ser do grupo é preciso isso, aquilo outro.

Observar as coisas é um dos meus hobbies, depois sempre penso no que vi. Procuro deduzir coisas pelo meu humilde conjunto de saberes. Das ultimas coisas que tenho percebido é o quanto somos manipulados. Enquadrados num perfil. Vejo tanto os lados ruins quanto os bons.

Sem nos adequarmos a um jeito mais sociável possivelmente seria impossível nossa convivência em Sociedade, só que muitas vezes o tiro sai pela culatra, pois alguns abusam desta fórmica de ser e estar. Muitos fogem de si, se permitindo ser atingidos pelos modismos e pela força dos outros sobre nós. Acabam por ser artificiais e consequentemente falsos.

È muito mais fácil não pensar neste tipo de coisa. Convivo com pessoas que não se importam com o que penso e vivem felizes. Seres que são conduzidos pela maré da Sociedade e não perdem nada. Foram e continuam sendo o que os outros esperam deles e nunca ouvi de nenhuma dessas pessoas que elas se sentem vazias ou insatisfeitas. Muito pelo contrario são inteiramente alegres e pra cima. Quando somos aceitos, não há nada melhor.

Não pensar é sempre mais fácil. Ser uma pessoa com hábitos educados e de postura aceitável – bem vista – é sempre um privilegio e objetivo de muitos. Nós temos perdido muito por deixarmos de pensar que somos capazes sem ser preciso ouvir de outros que realmente o somos. Muitas vezes deixam-se sonhos e pensamentos importantes para si irem embora com o vento. Imagino que neste mesmo vento muitos outros sonhos de outras pessoas estão. Vão para o arem.

A luta pela tradição é tão grande e forte que muitas vezes os filhos chegam a repetir a sina dos pais por até cinco gerações. Não sou contra tradições, até admiro algumas, acontece que não gosto é de sofrimento. Pode ser que o fogo de ser você mesmo seja mais forte em alguns mais do que em outros. Por isso alguns se superam, fazem o que gostam porque são daquele jeito. E os outros realmente gostam do legado que lhes foi imposto ou o repetem por falta de opções.

Enfim, é fato que muitos não sabem nem mesmo quem são. Nem qual é sua cor predileta, ou quais são seus reais desejos. Desde pequenos somos ensinados: meninas, cor rosa, meninos: azul. O que vai ser: menina, dona-de-casa; menino, engenheiro, advogado ou medico. È feio isso e aquilo, imoral ser assim e tal. Como já creditei, normas são sempre bem vindas para uma convivência no mínimo suportável e harmoniosa. Isso quando não limitam nossa personalidade, seja ela qual for.

Acontece que elas só não abafam a cor de sua própria vontade porque ainda não descobriram como. Deve-se viver a verdade que se trás. Deus esta na verdade. Dessa forma seremos verdadeiros quando assumirmos nossa própria identidade, logo a Sociedade será mais verdadeira. Bom seria se as coisas fossem mais fáceis, no sentido de sermos quem realmente somos em todos os momentos sem qualquer tipo de medo, se não houvesse ambições econômicas e egocêntricas por detrás de toda essa formula de moço direito e boa moça. Para o filosofo Karl Marx, o poder de mudar a História esta em nossas próprias mãos. Podemos fazer a diferença a qualquer momento.

Um comentário:

Diogo Damasceno Pires disse...

Oi Adenevaldo,
Acredito principalmente nesta idéia de Marx, de que o poder de mudar a História esta em nossas próprias mãos e de que podemos fazer a diferença a qualquer momento. Construir a nossa própria identidade e nos fazermos entender neste mundo sempre foi e é um grande desafio. Fazer algo de diferente, ajuda a gente a criar esta autonomia (do Ser)... por isto faço parte de um grupo, que de certo modo, serve para contrapor vários outros grupos presentes na sociedade. E que bom que não estamos sós e ainda temos uns aos outros. Abraços, Diogo.

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