quinta-feira, novembro 19

Não acredite nas meninas de trancinhas, nos rostos angelicais nem na face aparentemente desgastada.

Em nossa vida – isso na maioria dos casos – somos ensinados a batalhar e vencer. Essa metodologia de educação; por assim dizer, nos propõe caminhar como se a vida fosse uma estrada. Nessa cavalgada, caminhada ou dinâmica diária vivenciamos coisas diferentes e adversas em todos os sentidos. Com isso pessoas dos mais variados gêneros acabam por compartilhar o mesmo espaço conosco, seja que por alguns anos, meses, semanas e até minutos.

A dinâmica do modelo social e do sistema que vigora em nosso cotidiano, nos faz viver a vida como algo intenso, e atualmente selvagem. Realmente como uma corrida de atletismo. Sempre encontrarão e vão encontrar pessoas de codinome visual aparentemente normal. Gente que adota atos que todas as outras pessoas tomam no decorrer do próprio cotidiano.

Esses seres humanos zelam por uma aparência que nos amedronta não por sua maldade, mas por sua ingenuidade e aparente doçura. Para que você possa se recordar desta classe é preciso que se faça somente uma reflexão sem muita profundidade. É aquela senhora na fila do banco, aquele menino de rua, aquela moça de programa com rosto sóbrio e vazio, aquele rapaz que aparenta desnorteamento pelo álcool desesperadamente ingerido.

A radicalidade com que se vive hoje em dia, fez com algumas pessoas escolhessem o caminho mais fácil. O caminho que lhes desse um sossego anormal. Optaram por se posicionar a favor de uma vida sem muita coerência e sem nenhuma organização social, cívica ou de qualquer outro gênero. Todos nós bem sabemos que a vida é feita de escolhas e que algumas pessoas fazem escolhas certas e outras escolhas ruins. É por ai que se explica muito do porque muita gente vive na pobreza. Não que a vida seja fácil. Não sou tolo a ponto de afirmar que todos possuem as mesmas oportunidades.

Aquelas mesmas pessoas que anteriormente foram tidas como vitimas do sistema, - prostitutas, meninos de rua, vovós e vovôs, rapazes sem direção integra – são as mesmas que se vestem de aparência ferida, cansada e oprimida. Pode ser que seu passado e as condições para seu crescimento não tenham sido satisfatórios. Mas nada impede que ele ou ela mudem de vida; assumam uma posição que condiz com uma qualidade de vida superior.

Não existe nem nunca existiu ninguém que recebeu todas as coisas de mão beijada. Os mesmos seres humanos que reivindicam mudanças e procuram demonstrar seu apelo, são os mesmos que matam com uma mão e quererem receber coisas boas com a outra. Um ditado popular que define com exatidão um dos principais problemas da atualidade se resume em: - Coração é terra que ninguém pisa.

Quantos exemplos mais serão preciso para que no mínimo as pessoas assumam sua posição nas mudanças que elas próprias reivindicam? Eu assim como outros tantos ainda erro. Não sou perfeito ainda. Sempre me esforço com todas as minhas forças para nunca mais repetir meus erros passados. Não gosto de clichês nem mesmo do que foi feito para ser visto sem que haja nenhuma mudança.

Enquanto nós mesmos não assumirmos nossa própria responsabilidade, nada vai mudar. Pois o que você construir aqui, você vai dar um jeito de destruir lá. Sem que você perceba, nem queira, é o resultado da sua escolha. Temos que mudar junto com o que almejamos. De bosta nenhuma vai adiantar consistir no erro. Depois não culpe ninguém nem venha me pedir esmola no farol. Quando sua situação ficar insustentável saiba que o único responsável por seu declínio foi você mesmo.

Nenhum ser vivo recebe uma tarefa que não seja capaz de executar. Nós seres humanos não somos sobrecarregados com impossibilidades, mas sim com pensamentos alheios de desesperança e inutilidade. Seja o que lhe é proposto por Deus e ou pela vida; aceite, tenha fé e fique rico.

Um comentário:

JD - João Damasio disse...

Realmente Adenevaldo.
Por exemplo, mesmo as pessoas que ficam na porta dos bancos pedindo, ficam lá jogadas segurando o filho com roupas em farrapos, naris escorrendo e cabelo bagunçado.
Obviamente dá DÓ.
E sempre penso: pq será q não se arrumam um tiquim mais, tem água na rua, em qlqr lugar e dá p se arrumar mais, mesmo nem tendo ond morar e ajeitado procurar meios dignos tbm, claro q é difícil e não culpo ou desmereço ninguém assim, tanto q continuo dando os trocados pedidos.
Infelizmente no meio social atualmente as pessoas só ajudam se são iludidas com mais pobreza do q o necessário.
Um homem com deformação na barriga sempre vem estampando-a para pedir dinheiro quando podia abaixar a camisa, mas tem q comprovar q precisa... é triste... mas eles sabem q é isso q funciona para tocar fundo nas pessoas e tals.. é uma situação complicada e q merece análise profunda.

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