sábado, maio 8

O que nos move?

Se formos pensar ao pé da letra tudo o que nos motiva poderemos encontrar a resposta para muitas coisas que fazemos e não percebemos. Desejos que não são nossos e lutamos por eles sem ter consciência. Vive-se num mundo em que tudo é dinheiro, ou pelo menos para se fazer qualquer coisa é preciso dinheiro. A televisão anuncia produtos, as necessidades se mesclam com opções mais sofisticadas - melhores produtos - ouvi-se falar de um produto, de uma marca. Sempre na esquina tem um outdoor, perto dele uma loja.

Perguntar-se o que me move? E parar para esperar as repostas que a sua mente lhe trás pode ser surpreendedor. Refletir sobre como nossas ações são vistas é complicado, mas também ajuda no processo de descobrimento.

Acontece que muitas vezes temos medo da resposta que teremos, nem sempre nos contentamos com o que somos com nossos próprios e naturais desejos. Por isso lutamos ignorando os sinais que nos são enviados de forma direta ou indireta. Pensamentos a respeito de si próprio, palavras chaves que saem da boca de outros a sua volta, idéias cósmicas que surgem do nada.

Pensar, pensar e pensar. Dói, machuca, incomoda, nos muda. O poder da cultura expresso na língua, nas tradições, nos pensamentos e preconceitos é o que nos molda, sem deixar de considerar o que trazemos consigo mesmos.

Devemos lutar num exercício continuo e duradouro, motivado pelo bem estar e amadurecimento contra os instintos da cultura, contra os reflexos automáticos que acumulamos para sermos melhor aceitos pela sociedade.

Por mais que a natureza grite, é possível ir contra com trabalho vagaroso e constante no sentido de alterá-La. Reforçar mais a mudança que o “defeito” a ser extinto. Pensar mais e agir mais no sentido de angariar a vitoria ou mudança, e valorizar pequenos traços de mudanças, mesmo quando eles não apontem surgimento algum. Crer sem sentir.

sábado, abril 17

Por um pouco mais de destino.

Se pensarmos bem o destino pode ser algo bom. Muitas vezes fazemos o que nos parece ser o melhor, isto dentro de nossa visão, quando por vezes acabamos por ignorar uma serie de detalhes, objetivando somente nosso anseio. Porque não pensar que o destino pode nos livrar dessa sede insana que todos nós – seres humanos – temos de ser e ter algo nessa vida.

Desde crianças somos moldados a querer para ter e muitas vezes só depois ser. Pensar que existe um destino para cada um de nós sugere a idéia de alguém que o faça, mas quem será? Será o tal deus dos céus? Não, pode ser que é poder de nosso subconsciente que constrói tudo isso baseado no que acumulamos como o ideal. Achar que as leis naturais também têm parte nisso não é errado. Mas afinal de contas quem é esse que lida com os destinos?

Sonho com um bilhão de possibilidades para cada decisão que tomo. Mesmo temendo que todas elas não aconteçam só por acreditar nelas. È meio como se ao sonhar com o ato ele se torna morto, incapaz de tornar realidade pela sua previsibilidade. Coisas de filosofo.

Talvez o que falta é a capacidade de ir indo, fazendo, sendo e acreditando na beleza da vida. Acreditar que se tudo não acontecer como foi sonhado outra coisa melhor vai acontecer. Aliar a realidade com os próprios quereres e deixar a vida dar seus contornos a essa forma de levar a vida.

Conceber uma forma saudável de agir e pensar é muito difícil. Sempre se convive com outras pessoas e negar a influencia delas não é possível. Influência energética e ideológica que macula pela realidade idéias imaginarias tão belas. De repente olhar o céu quando ele esta estrelado pode nos dar uma dimensão de nossa incapacidade em meio a tudo que nos cerca ou o contrario, nos fazer acreditar por aquela beleza que tudo é possível.

Determinado pela natureza, pela força de nós mesmos ou por autarquias celestiais desconhecidas não se sabe ainda de onde vem nem não para onde vão os sonhos e os destinos. Experimentar a História pode muitas vezes dar noção realista e matar todos os sonhos perfeitos. Definhando destinos e empunhalando o real goela a baixo.

domingo, março 7

A manipulação que vivemos.

Já percebeu como sempre existe alguém dizendo que o que você faz está errado. Como se acreditar em si e nos próprios sonhos fosse arriscado de mais? O difícil mesmo é encontrar alguém que lhe apóie e diga que tu esta certo. Sempre querem nos manipular, a família por sempre achar que somos novos, a Sociedade porque somos loucos, os amigos porque para ser do grupo é preciso isso, aquilo outro.

Observar as coisas é um dos meus hobbies, depois sempre penso no que vi. Procuro deduzir coisas pelo meu humilde conjunto de saberes. Das ultimas coisas que tenho percebido é o quanto somos manipulados. Enquadrados num perfil. Vejo tanto os lados ruins quanto os bons.

Sem nos adequarmos a um jeito mais sociável possivelmente seria impossível nossa convivência em Sociedade, só que muitas vezes o tiro sai pela culatra, pois alguns abusam desta fórmica de ser e estar. Muitos fogem de si, se permitindo ser atingidos pelos modismos e pela força dos outros sobre nós. Acabam por ser artificiais e consequentemente falsos.

È muito mais fácil não pensar neste tipo de coisa. Convivo com pessoas que não se importam com o que penso e vivem felizes. Seres que são conduzidos pela maré da Sociedade e não perdem nada. Foram e continuam sendo o que os outros esperam deles e nunca ouvi de nenhuma dessas pessoas que elas se sentem vazias ou insatisfeitas. Muito pelo contrario são inteiramente alegres e pra cima. Quando somos aceitos, não há nada melhor.

Não pensar é sempre mais fácil. Ser uma pessoa com hábitos educados e de postura aceitável – bem vista – é sempre um privilegio e objetivo de muitos. Nós temos perdido muito por deixarmos de pensar que somos capazes sem ser preciso ouvir de outros que realmente o somos. Muitas vezes deixam-se sonhos e pensamentos importantes para si irem embora com o vento. Imagino que neste mesmo vento muitos outros sonhos de outras pessoas estão. Vão para o arem.

A luta pela tradição é tão grande e forte que muitas vezes os filhos chegam a repetir a sina dos pais por até cinco gerações. Não sou contra tradições, até admiro algumas, acontece que não gosto é de sofrimento. Pode ser que o fogo de ser você mesmo seja mais forte em alguns mais do que em outros. Por isso alguns se superam, fazem o que gostam porque são daquele jeito. E os outros realmente gostam do legado que lhes foi imposto ou o repetem por falta de opções.

Enfim, é fato que muitos não sabem nem mesmo quem são. Nem qual é sua cor predileta, ou quais são seus reais desejos. Desde pequenos somos ensinados: meninas, cor rosa, meninos: azul. O que vai ser: menina, dona-de-casa; menino, engenheiro, advogado ou medico. È feio isso e aquilo, imoral ser assim e tal. Como já creditei, normas são sempre bem vindas para uma convivência no mínimo suportável e harmoniosa. Isso quando não limitam nossa personalidade, seja ela qual for.

Acontece que elas só não abafam a cor de sua própria vontade porque ainda não descobriram como. Deve-se viver a verdade que se trás. Deus esta na verdade. Dessa forma seremos verdadeiros quando assumirmos nossa própria identidade, logo a Sociedade será mais verdadeira. Bom seria se as coisas fossem mais fáceis, no sentido de sermos quem realmente somos em todos os momentos sem qualquer tipo de medo, se não houvesse ambições econômicas e egocêntricas por detrás de toda essa formula de moço direito e boa moça. Para o filosofo Karl Marx, o poder de mudar a História esta em nossas próprias mãos. Podemos fazer a diferença a qualquer momento.

quarta-feira, janeiro 27

O Sistema versus eu e você.

Dizem que cada pessoa reage de uma forma diferente frente à mesma circunstância, isso pode até ser verdade, mas quando estamos frente a uma paisagem, todas as pessoas agem de forma semelhante. Olham, apreciam e gostam. Com isso é possível afirmar que dependendo da situação nós temos atitudes semelhantes.

Sabendo que todas as pessoas vão reagir da mesma forma frente a uma dada circunstância, o chamado “Governo” desenha uma rotina em que você se depara a todo o momento com símbolos que reprimem desejos íntimos. Forçam-lhe a ser um ser capaz de se rotular, de classificar e de mandar.

Vivemos em uma sociedade extremamente complicada, onde a burocracia dificulta os seres humanos normais de chegar ao seu objetivo. Em resumo bem se sabe o porquê de tanta desgraça e o porquê de sempre se dominar as pessoas. Sempre foi assim e dá medo de afirmar que sempre será. Realidade onde uns sobrevivem para os outros viverem.

O controle serve para forçar de modo extremamente bem pensado, articulado e desenvolvido, a sobreposição de uns sobre os outros. No Brasil hoje sabemos que a distribuição de renda é a pior do Mundo inteiro. Sem se dar conta disso, mesmo sabendo sem perceber, a população passa alheia a tudo isso. Aceita.

As aparências mudam, mas sempre continuam as mesmas coisas. Quando estava na escola e a professora dizia que “os pobres são assim...”, “fazem isso desta forma...” eu me sentia fora desta realidade. Era como se ela estivesse explicando uma coisa alheia a ela e a todos nós. Como se os pobres, depravados e escravos do Brasil colônia fossem passado, sem nenhuma semelhança com a nossa realidade.

Hoje crescido e dono de um raciocínio próprio percebo que não. O dia de hoje pouco mudou em relação a mil, dois mil anos atrás. Não digo em relação às inovações tecnológicas e do pensamento humano, e sim a situação social. Onde uns poucos manipulam e usam o restante todo da população para lhes favorecer.

Quando todas as pessoas caminham para um mesmo lugar é difícil não ir junto. Assim me vejo e me sinto. Pois não quero ouvir o que esta tocando nas rádios, nem comprar tudo o que os outros compram, ou mesmo falar, agir e pensar como as outras pessoas. Limito-me a ser o que acho certo, pode ser que daqui a alguns anos eu perceba que estive caminhando errado, sendo o errado pretendendo ser o certo. Mas até lá vou tentar acertar no pouco que sei.

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