Passa pela minha vida ou nem chegam perto de mim e me emocionam, me fazem chorar, sentir bem. São assim, indescritíveis. Tem atitudes diferentes. São extremamente radicais e ao mesmo tempo doces como o açúcar. Fazem moda. Tem plena noção da realidade apesar de não parecer nunca por conta de seu jeito revolucionário.
Seu olhar é profundo, como o de um líder que exclama com a sombra celha. Parecem ser normais, a impressão que se tem, é a de que por d’ baixo daquela carne há luz, muita luz. E paz. São anjos conscientes de seu lado podre e majestoso. Sonegam oportunidades aos seus admiradores e sempre criam antipatia por alguns.
Mesmo depois de mortos são capazes de emocionar aqueles que nem chegaram a conhecê-los. São existências impares, nada pode suplantar o que estes demonstram, ou demonstraram. São, são e são. Jamais deixarão de ser, por mais que isso seja questionado num belo dia.
Depois de dizer tudo isso, ainda que de forma escrita, pode ficar evidente meu amor por muitos que não conheço e outros que me cercam. Penso em alguns, por isso prefiro esquecê-los. São sonhadores e quem sonha suga nossas energias eternamente. São um buraco de luz e vento que parecem nunca se extinguir.
Viver e morrer é o de menos. Assim eles pensam, agem sempre de acordo com essa máxima. Nada mais importa do que seus sonhos. O importante é a felicidade. Falam e cortam o que for preciso para se sentir livre e alegre. São por um tempo silenciosos. Aparentemente tímidos e simpáticos. Nem sempre tudo o que se gostaria que fossem, mas são. E sonham como sonham.
Gosto apenas disso: são especiais. Vão sempre povoar meus pensamentos e sentimentos. Fazer-me gozar e ter nostalgias sem droga alguma injetada na veia. Quero conhecer uma pessoa verdadeiramente especial e que seja difícil de compreendê-la. E que seu doce seja mais do que os outros são. Assim desejo.
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sexta-feira, novembro 12
segunda-feira, outubro 5
É o que eu tenho me pedido...
De uns tempos prá cá eu tenho me perguntado: porque não dizer aos outros? Dizer que você está bem ou mal. Dizer, comunicar como eu vejo certas coisas e como geralmente me comunico com o Mundo. É necessário se abrir de vez em quando. Ou então fingir que se abre, e empolgar num personagem imaginário.
A verdade é que tenho tido vontade de derrepente comunicar-me especialmente com outras pessoas que eu gosto ou que gostam de mim. Isso é bom, imagino. Quem sabe não é possível criar laços mais intensos ou acabar de vez com o que não tem mais jeito, ou que iria dar errado num futuro não tão distante.
Pergunto-me diariamente sobre um turbilhão de coisas, algumas vezes compartilho com Deus, pois são perguntas um tanto pertinentes. É meio complicado se expor, ou fingir esse ato. Mas de qualquer forma, se mostrar é difícil.
As pessoas têm sempre uma imagem de você, e quando te vêem de uma forma que não esperavam isso lhes dá um susto. É como ver alguém bom, santo, cometendo algo que nunca se esperou que ele fosse cometer. Isso não vem ao caso, mas é uma parábola que exemplifica bem a reação de algumas pessoas ao verem alguma coisa que não esperavam.
Por isso se você chegar a ver que não gostou, ou o que não esperava, acalma-se. Torne-se uma pessoa melhor e veja da forma como lhe foi permitido, experimente. Acredite, as pessoas vêem um turbilhão de coisas feias, erradas, inúteis e sem valor racional em você e nem por isso te dizem. Podem ser chamadas de falsas ou de pessoas que respeitam, mas a verdade é única: elas viajam constantemente. Pensando em você ou em alguma outra coisa.
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